Psicopedagogia

Psicopedagogia

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

APROVAR OU REPROVAR ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS/COM DEFICIÊNCIA?



Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃOLAUDOS : PARA QUE SERVEM ?Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Há um equívoco entre os Professores de que se o aluno apresentar Laudo informando a deficiência o mesmo deverá ser aprovado, pois a criança estaria amparada pelo mesmo.
É preciso ficar claro que o Laudo informa uma condição da criança e não a habilita a passar de ano. Da mesma forma que um Professor não medicará ninguém, e nem prescreverá tratamentos, o médico, por sua vez, não tem preparo para avaliar e responder pela aprendizagem da criança, portanto qualquer laudo emitido pelo mesmo ou qualquer outro profissional da área da Saúde com este objetivo não tem efeito.
Cabe ao Professor de posse de Laudos, juntamente com outros registros, tais como:  avaliações, sondagens, entrevistas e  observações, traçar trabalho pedagógico condizente com as necessidades do aluno e então verificar se o mesmo está apto ou não a ser aprovado.

FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
O aluno com deficiência seguirá o mesmo currículo que os demais alunos ? Nem sempre !
Caberá ao Professor elaborar a flexibilização de currículo adequando-o as possibilidades daquele aluno , bem como a seleção dos melhores métodos, estratégias, técnicas de ensino.
Já no que refere-se as adequações de mobiliário, de ambiente, recursos educativos e Equipe de Apoio, caberá ao Gestor da Escola fazer as devidas modificações e/ou ajustes, contemplando no Projeto Político Pedagógico, como este trabalho será desenvolvido, monitorado e mensurado.
Mas o que é flexibilização de Currículo para os alunos que apresentam deficiência ? Não se trata de tirar conteúdos a serem trabalhados ou de reduzí-los pura e simplesmente, e sim de adequá-los,   com pequenos ajustes por meio de estratégias de ensino e procedimentos diferenciados, bem como instrumentos avaliativos diversificados.


ADEQUAÇÕES CURRICULARES:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
 Já para os alunos que apresentam um nível mais severo de comprometimento cognitivo , de comunicação e/ou de interação social, os conteúdos deverão ser alterados e/ou ampliados, de modo que  estejam contextualizados ao nível cognitivo do aluno, ou seja, adequado ao seu nível de entendimento, a sua realidade social  e proposto com níveis de desafio tal, que possibilite que o aluno caminhe por este currículo e atinja as metas traçadas para ELE, previamente pelo Professor.
As adequações podem ser relativas aos Objetivos, aos Conteúdos, na Organização Didática, nas Metodologias de Ensino e nos procedimentos de Avaliação.
Lembre-se de uma coisa muito importante: as metas traçadas para a SÉRIE é uma coisa, e as metas traçadas para o ALUNO alcançar durante o ano letivo diferem totalmente.  Isso fará toda a diferença entre ser aprovado ou reprovado.

SERVIÇO DE APOIO ESPECIALIZADO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
É necessário que no contra turno o aluno realize atendimento com profissionais especializados, e que a Escola também possa contar com Especialistas que orientem e deem suporte ao trabalho que o Professor estiver desenvolvendo.
Este serviço não exime a família de providenciar tratamento, terapias, caso necessário, fora da unidade escolar.

PROFESSORES CAPACITADOS:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.gazetadopovo.com.br/ra/grande/Pub/GP/p3/2012/09/13/Educacao/Imagens/aluno_escola_ilustra_120912.jpg&imgrefurl=http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/pr-tera-sistema-proprio-de-avaliacao-educacional-a-partir-deste-ano-01ydihyw6eetg15ughpojm7ny&h=716&w=960&tbnid=MfiWb_t1kiLPwM:&docid=c7gwAMUP6dtubM&ei=4BkyVuniIoTGet_egoAG&tbm=isch&ved=0CAUQMygCMAI4yAFqFQoTCOnS69rf58gCFQSjHgodX68AYA&biw=1366&bih=617
Não basta matricular os alunos com deficiência em uma sala de aula, sem que o Professor que conduzirá o trabalho não for preparado, capacitado, orientado a planejar e desenvolver o trabalho em questão.
Os Professores relatam que sentem-se frustrados e sozinhos, pois são cobrados como sendo os únicos que devem fazer algo a respeito. Geralmente o Gestor não oferece o apoio que o Professor precisa, e nem disponibiliza capacitações para melhor instrumentalizá-los a trabalhar com esses alunos.
Incluir é uma tarefa da Escola como um todo, no seu Projeto Político Pedagógico, nas suas adequações físicas e de mobiliário, na aquisição de recursos materiais, no oferecimento de Equipe de Especialistas, na criação de novas metodologias que atendam esses alunos, na seleção de instrumentos de avaliação, no estabelecimento de critérios de aprovação/reprovação,  bem como na capacitação do Professor que trabalhará diretamente com esses alunos.
A Lei só poderá ser cumprida na sua integralidade , e a Inclusão realmente praticada, se todos os elementos que a viabilizem  estiverem sendo contemplados.

AVALIAÇÃO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
A avaliação de um aluno com deficiência deve partir das metas anteriormente traçadas para que ELE atinja. Lembre-se, o Currículo foi Flexibilizado e Adequado para ele com metas específicas . Assim a Avaliação mais justa que deverá ser feita é a Processual.
Os instrumentos para esta avaliação seriam: Observação com base nos objetivos que foram traçados para o aluno, portfólios, análise da produção escolar, registros do professor em diferentes momentos da prática pedagógica e quaisquer outros instrumentos que possibilitem  a verificação qualitativa dos  progressos alcançados pelo aluno.
O Professor também deverá considerar todos os avanços alcançados durante este percurso no que refere-se aos: aspectos do desenvolvimento  (biológico, emocional, comunicação, etc), motivação, capacidade de atenção, novas estratégias que o aluno desenvolveu para solucionar e/ou superar determinados desafios.

APROVAÇÃO E REPROVAÇÃO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Se a avaliação é processual, ou seja, do percurso, então é correto afirmar que para cada etapa deste percurso o aluno terá um tempo e  ritmo próprio, o qual não se enquadrará nos tempos pré-definidos, os quais chamamos de Bimestres e Séries.
Assim é totalmente possível que no final do ano letivo o aluno tenha  atingido as metas de apenas uma parte dos objetivos propostos para Ele, e que portanto deverá dar continuidade na sua caminhada para alcançar o restante. Isso poderá  ser feito tanto na atual série onde se encontra, quanto na próxima série, porque ele sempre caminhará em relação a Ele próprio e nunca em relação a série onde está matriculado.
Quando adotamos esta perspectiva, as metas do Aluno, constatamos que, mesmo que seja auferida nota para mensurar esses progressos, esta nota refletirá a qualidade dos resultados alcançados e nunca a quantidade de conteúdos trabalhados.
 Caso este aluno esteja em um modelo de progressão continuada o mesmo caminhará de uma série para outra conforme determinado neste modelo educativo.
Para os alunos que são aprovados baseados na aferição de notas, então deve ser levado em consideração tudo o que já foi dito até o momento. Portanto, é possível sim que um aluno com deficiência, caso não tenha atingido as metas estipuladas para Ele.
O fato é que qualitativamente falando o aluno sempre progredirá e atingirá alguma meta, no entanto, se a Escola  adotar o método quantitativo para avaliá-lo então o mesmo poderá ser reprovado. Mesmo assim esta reprovação deverá ser analisada profundamente e sejam pesados todos os dados, pois acima de tudo é necessário que haja o bom senso da escola, dos profissionais envolvidos bem como o consenso dos pais.

TERMINALIDADE ESPECÍFICA:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Determina a Lei que o aluno, independente dos objetivos atingidos e/ou da série cursada  e esgotados todos os recursos para o seu avanço, deverá receber a Certificação de Terminalidade Específica.
A idade mínima para conceder tal Certificação é de 16 anos, e a idade máxima é de 21 anos, e deverá ser concedida somente após  a apresentação de Relatórios detalhados do desenvolvimento acadêmico do aluno em questão ao longo de toda sua trajetória na Escola, bem como apresentadas as justificativas para a emissão da Terminalidade Específica.


CONCLUINDO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Como você observou, a questão é complexa e profunda como tudo o que se refere à aprendizagem e à inclusão.
Cada Escola, conforme suas possibilidades se organizará para contemplar a inclusão de cada aluno, levando em consideração as suas particularidades e necessidades, e então traçará modelos de desenvolvimento do trabalho pedagógico e de avaliação que sejam justos com esse aluno, respeitando-o em suas habilidades e necessidades.
E na sua Escola como este trabalho é desenvolvido? Sua Escola está com você nesta questão, ou você está sozinha ? Relate no Blog.


LEGISLAÇÃO:
 Legislação Ed.Especial
LDB 9394/96 – CAPITULO EDUCAÇÃO ESPECIAL
Portaria Conjunta CENP/COGSP/ CEI, de 6-7-2009
Dispõe sobre a Terminalidade Escolar Específica de alunos com necessidades educacionais especiais na área da deficiência mental, das escolas da rede estadual de ensino e dá providências correlatas.







SAIBA MAIS SOBRE AVALIAÇÃO/COMO AVALIAR PNEEs?

Resultado de imagem para avaliação de alunos com deficiênciaResultado de imagem para avaliação de alunos com deficiência





FINAL DO ANO LETIVO DE 2015  E AINDA HÁ DÚVIDAS COM RELAÇÃO A AVALIAÇÃO DE PNEEs, ELES TEM QUE SER APROVADOS?



IMPORTANTE.Resultado de imagem para avaliação de alunos com deficiência




 Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO

1/ Muitos educadores relatam a dificuldade de avaliar os alunos com deficiência intelectual, visto que ao aplicarem uma prova a todos os alunos, esperam resultados condizentes aos conteúdos trabalhados em sala de aula. Como avaliar esses alunos e quais indicadores ou critérios podem sugerir o avanço na aprendizagem?
A grande dificuldade em conceituar a deficiência intelectual trouxe consequências na maneira de lidarmos com ela. Ela é objeto de investigação de inúmeras áreas do conhecimento. A avaliação dos alunos com deficiência intelectual, como a dos demais alunos da classe, visa o reconhecimento dos avanços do aluno no entendimento dos conteúdos curriculares e no desenvolvimento de habilidades e competências para sua série / etapa / ciclo. A única diferença que há entre os alunos sem deficiência e os alunos com deficiência intelectual está no planejamento de recursos de acessibilidade que devem ser colocados à disposição desses alunos para que possam aprender com equiparação de oportunidades de expressão garantidas as adaptações necessárias. Há uma grande gama de recursos da tecnologia assistiva hoje já disponíveis,; enfim, tudo aquilo que é necessário para suprir necessidades impostas pela deficiência. No caso do aluno com deficiência intelectual a grande questão está no bom planejamento das atividades pedagógicas, garantindo uma linguagem assertiva na comunicação, vinculada as suas experiências de vida, a escolha de atividades utilizando exemplos concretos e práticos que ajudem o aluno a estabelecer relações, elaborar suas conclusões e aprendizagens do processo. É na forma como este aluno percorre estas experiências que poderemos observar seus avanços e dificuldades frente ao conteúdo escolar proposto. Medir somente o resultado final da atividade, não nos traz muita informação sobre este aluno. O importante é que esses progressos sirvam de instrumento para que o professor verifique o que e como o aluno aprendeu e planeje estratégias diferenciadas para que ele não pare de avançar. Essas observações também servirão para o planejamento dos objetivos e desafios pedagógicos seguintes. A avaliação assim compreendida, deverá ter uma estreita relação com o processo de ensino-aprendizagem, e de forma contínua. Procura-se conhecer os progressos e também as estratégias de trabalho utilizadas pelos alunos para aprender. Diferentes instrumentos de avaliação devem ser utilizados tais como: relatórios bimensais com observações individuais e coletivas, além dos portfólios com anotações diárias, onde estão contidas todas as observações e estratégias dos alunos durante a execução das suas atividades. O portfólio é um instrumento que permite ao aluno, professores e pais, perceberem como se iniciou o trabalho e como ele se desenvolveu e, consequentemente, as suas aquisições, predefinindo futuros trabalhos, conforme os focos de interesse que irão surgindo no processo de aprendizagem. No caso dos alunos com deficiências, os portfólios podem facilitar a tomada de decisão sobre quais os recursos de acessibilidade que deverão ser oferecidos e qual o grau de sucesso que está sendo obtido com o seu uso. Eles permitem que tomemos conhecimento não só das dificuldades, mas também das habilidades dos alunos, para que, por meio dos recursos necessários, estas habilidades sejam ampliadas. Este registro poderá também colaborar expressivamente nos conselhos de classe, e nas decisões da equipe escolar em relação a promoção ou retenção do aluno no seu percurso escolar. Esta maneira de avaliar permite que o professor acompanhe o processo de aprendizagem de seus alunos e descubra que cada aluno desenvolve o seu método próprio de construir conhecimentos, o que torna inadequado a adoção de uma única metodologia como recurso de avaliação, como se houvesse homogeneidade no processo de aprendizagem.


 Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO

As avaliações externas consideram a singularidade de cada educando e oferecem condições para que realizem a prova de acordo com suas necessidades? Os alunos de inclusão podem justificar um desempenho insatisfatório da escola?
Essa questão tem sido muito debatida entre educadores que pressionados pelo compromisso com o bom desempenho da escola propõem estratégias discutíveis, algumas vezes até do ponto de vista ético, quando recomendam o não comparecimento desse público na escola nos dias de avaliações. No entanto, os alunos com necessidades educacionais especiais, identificados no censo escolar, que participarão das avaliações externas, têm o direito de receber atendimento diferenciado no momento dessa avaliação. Para isso as escolas deverão planejar e mobilizar seus recursos disponíveis para esse atendimento tais como: disponibilizar professores especializados das salas do AEE - Atendimento Educacional Especializado, intérprete de LIBRAS, material adaptado acessível como a transcrição em Braille das provas, lupas, etc. As provas poderão ser aplicadas juntando-se pequenos grupos de alunos com deficiência, ou individual, garantindo a assistência necessária para o bom desempenho do aluno.

 https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTCerD5SMlQSD75u99l4uPS6xO-wZ--q-qlmHCp37UC1zdi93ad

Como a equipe escolar pode planejar a proposta pedagógica para incluir os alunos com deficiência?
A equipe escolar diante dos alunos com deficiência pode planejar sua proposta pedagógica conforme dispõe a Lei 9394/96: Para a educação infantil deve garantir o desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (artigo 29). Para o ensino fundamental, (artigo no32), desenvolver a formação básica do cidadão, mediante: O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social; Para o ensino médio, (artigo 35) serão suas finalidades: A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. Deve ainda ater-se aos dispositivos da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva que orienta as Unidades Escolares a promover respostas às necessidades educacionais especiais, no sentido de garantir: Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior; Atendimento educacional especializado; Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino; Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão escolar; Participação da família e da comunidade; Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, na comunicação e informação; Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas. O Projeto Político Pedagógico da escola deve contemplar as ações para o atendimento à diversidade? Nessa perspectiva, qual a visão sobre o currículo? A matriz curricular da proposta pedagógica da escola deverá refletir alguns aspectos citados abaixo: Respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, para atender ao artigo 210 da Constituição Federal de 1988. Para esse desafio, as orientações técnicas e legais determinam que os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais, culturais, socioeconômicas da equipe escolar em relação ao processo ensino-aprendizagem e locais da comunidade onde a escola está inserida. A formação básica da equipe escolar em relação ao processo ensino-aprendizagem deverá respeitar os diferentes estilos, ritmos, necessidades, interesses, histórias de vida e motivações dos alunos e da sala de aula, ao desenvolver suas rotinas escolares. As diferenças devem ser reconhecidas, compreendidas e valorizadas pelos docentes como um recurso e um ponto de partida importante para ensinar a todo(a)s os estudantes na classe. O processo de aprendizagem deverá dialogar com atividades lúdicas e formais, com o intuitivo, o sensorial, os aspectos social e afetivo dos alunos. Nas práticas dos professores deverá predominar a atitude investigativa, a criação, a descoberta e a coautoria do conhecimento com seu grupo de alunos. A pedagogia deve ser ativa, dialógica e interativa. O professor deve romper com as práticas pedagógicas homogêneas e os rituais padronizados. Deve organizá-las de modo a criarem oportunidades de aprendizagens e participação igualitárias na sala de aula. A organização das atividades de classe deve privilegiar grupos de trabalho colaborativos e o apoio mútuo entre os alunos(as). A dinâmica de aula precisa apresentar características que proporcionem e reforcem experiências de sucesso e motivação a todos os alunos (as) e nas quais todos (as) possam participar, para isso, é necessário investir no planejamento das atividades escolares. A filosofia organizacional da escola deve pautar-se nos princípios da equidade, levando em conta as características e necessidades da comunidade escolar. Investir na caracterização da clientela escolar e do seu entorno possibilita a equipe escolar construir um projeto político pedagógico que promova a paz e o desenvolvimento pleno da cidadania de seus alunos e familiares.

Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO

Como definir o atendimento e o projeto pedagógico para alunos com transtornos severos de aprendizagem/comportamento em salas regulares?
O atendimento e o projeto pedagógico para alunos com transtornos severos de aprendizagem/desenvolvimento nas salas regulares de ensino podem ser planejados e realizados na complexidade das relações que o aluno e o professor estabelecem consigo, com o outro, com o conhecimento e com o mundo que os cerca. O professor já envolvido nesse contexto relacional pode desenvolver atitudes de pesquisador ao deparar-se com uma situação diferenciada, com novos desafios educacionais. Para cada aspecto relacional poderá formular novas perguntas que possam orientar sua observação sistemática e contínua ao dirigir-se a esse aluno com necessidades educacionais especiais. Buscará saber sobre seus interesses e preferências: o que o mobiliza; para quem olha ou se aproxima, como interage com os outros alunos, e o que sabe sobre si mesmo. O professor também poderá estender seu olhar investigativo às novas características que o aluno apresenta: suas condições de autonomia, necessidades, limitações, potencialidades. Realizará registros cronológicos dos dados observados, incluirá os investimentos que faz, as respostas que obtém, bem como os movimentos realizados pelos outros atores envolvidos. Concomitantemente, o professor poderá criar estratégias diferenciadas de ação lançando mão de ajudas técnicas, adaptações curriculares, possibilidades de acessibilidade que possam ir além da acessibilidade arquitetônica, envolvendo também as de ordem atitudinal e pedagógica. Professor e aluno criam juntos nova relação: deficiência-potencialidade. Esse processo de aprendizagem que se desenvolve é do aluno, do professor e dos demais atores envolvidos. Se o aluno necessita de adaptações no currículo escolar e/ou ajudas técnicas; o professor necessita aprender com seu aluno, com os pares envolvidos e com autores que pesquisam e escrevem sobre o contexto das deficiências. Desse modo, pesquisando e se autoformando com seus alunos, o professor estabelecerá nova relação entre teoria-prática, reestruturando-a. Ao acolher, compreender e conviver com a vida humana em sua diversidade de condições, os atores envolvidos ampliarão o potencial da relação ensino-aprendizagem, com novos significados e sentidos.
 Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO



Como funciona a terminalidade específica para os alunos que não apresentam evolução na aprendizagem?
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9.394\96, Inciso II do Artigo 59, Resolução CNE\CEB 02\01, Artigo 16 e Parecer do Conselho Nacional de Educação 17\01, é prevista a terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências. A terminalidade específica prevê viabilizar ao aluno com grave deficiência intelectual ou múltipla, que não apresentar resultados de escolarização previstos no Inciso I do Artigo 32 da LDBN, terminalidade específica do ensino fundamental, por meio da certificação de conclusão de escolaridade, com histórico escolar que apresente, de forma descritiva, as competências desenvolvidas pelo educando, bem como o encaminhamento devido para a educação de jovens e adultos e para a educação profissional. Cabe aos Estados e Municípios estabelecerem critérios para o gerenciamento deste dispositivo legal. Mais informações Planalto do Governo - Lei no 9.394, de 20 de Dezembro de 1996 - http://www.planalto.gov.br


 Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO


Muitos educadores relatam a dificuldade de avaliar os alunos com deficiência intelectual, visto que ao aplicarem uma prova a todos os alunos, esperam resultados condizentes aos conteúdos trabalhados em sala de aula. Como avaliar esses alunos e quais indicadores ou critérios podem sugerir o avanço na aprendizagem?
A grande dificuldade em conceituar a deficiência intelectual trouxe consequências na maneira de lidarmos com ela. Ela é objeto de investigação de inúmeras áreas do conhecimento. A avaliação dos alunos com deficiência intelectual, como a dos demais alunos da classe, visa o reconhecimento dos avanços do aluno no entendimento dos conteúdos curriculares e no desenvolvimento de habilidades e competências para sua série / etapa / ciclo. A única diferença que há entre os alunos sem deficiência e os alunos com deficiência intelectual está no planejamento de recursos de acessibilidade que devem ser colocados à disposição desses alunos para que possam aprender com equiparação de oportunidades de expressão garantidas as adaptações necessárias. Há uma grande gama de recursos da tecnologia assistiva hoje já disponíveis,; enfim, tudo aquilo que é necessário para suprir necessidades impostas pela deficiência. No caso do aluno com deficiência intelectual a grande questão está no bom planejamento das atividades pedagógicas, garantindo uma linguagem assertiva na comunicação, vinculada as suas experiências de vida, a escolha de atividades utilizando exemplos concretos e práticos que ajudem o aluno a estabelecer relações, elaborar suas conclusões e aprendizagens do processo. É na forma como este aluno percorre estas experiências que poderemos observar seus avanços e dificuldades frente ao conteúdo escolar proposto. Medir somente o resultado final da atividade, não nos traz muita informação sobre este aluno. O importante é que esses progressos sirvam de instrumento para que o professor verifique o que e como o aluno aprendeu e planeje estratégias diferenciadas para que ele não pare de avançar. Essas observações também servirão para o planejamento dos objetivos e desafios pedagógicos seguintes. A avaliação assim compreendida, deverá ter uma estreita relação com o processo de ensino-aprendizagem, e de forma contínua. Procura-se conhecer os progressos e também as estratégias de trabalho utilizadas pelos alunos para aprender. Diferentes instrumentos de avaliação devem ser utilizados tais como: relatórios bimensais com observações individuais e coletivas, além dos portfólios com anotações diárias, onde estão contidas todas as observações e estratégias dos alunos durante a execução das suas atividades. O portfólio é um instrumento que permite ao aluno, professores e pais, perceberem como se iniciou o trabalho e como ele se desenvolveu e, consequentemente, as suas aquisições, predefinindo futuros trabalhos, conforme os focos de interesse que irão surgindo no processo de aprendizagem. No caso dos alunos com deficiências, os portfólios podem facilitar a tomada de decisão sobre quais os recursos de acessibilidade que deverão ser oferecidos e qual o grau de sucesso que está sendo obtido com o seu uso. Eles permitem que tomemos conhecimento não só das dificuldades, mas também das habilidades dos alunos, para que, por meio dos recursos necessários, estas habilidades sejam ampliadas. Este registro poderá também colaborar expressivamente nos conselhos de classe, e nas decisões da equipe escolar em relação a promoção ou retenção do aluno no seu percurso escolar. Esta maneira de avaliar permite que o professor acompanhe o processo de aprendizagem de seus alunos e descubra que cada aluno desenvolve o seu método próprio de construir conhecimentos, o que torna inadequado a adoção de uma única metodologia como recurso de avaliação, como se houvesse homogeneidade no processo de aprendizagem.



As atividades desenvolvidas pelos estudantes com deficiência intelectual em sala de aula podem ser adaptadas, desde que o currículo tenha sido adequado, conforme orientam os Parâmetros Curriculares Nacionais.
A avaliação deve ser feita de acordo com as potencialidades e os conhecimentos adquiridos pelo aluno. Mais do que conhecer suas competências, é necessário que o professor saiba como ele deve ser avaliado em todas as áreas, assim como acontece com as outras crianças.
Dessa forma, é possível descobrir quais são suas habilidades e dificuldades e definir se os instrumentos que usados estão de acordo com as respostas que o aluno pode dar.
Não esqueça de considerar as aquisições do aluno e o quanto ele conseguiu avançar nas disciplinas: verifique como ele lida com cálculos, desenho e escrita, por exemplo. A produção escolar, cadernos e exercícios também devem ser levados em conta.
3/ Como avaliar o aluno com deficiência?
Mara Lúcia Sartoretto
Os alunos com deficiência devem ser avaliados da mesma maneira que seus colegas. Pensar a avaliação de alunos com deficiência de maneira dissociada das concepções que temos acerca de aprendizagem, do papel da escola na formação integral dos alunos e das funções da avaliação como instrumento que permite o replanejamento das atividades do professor, não leva a nenhum resultado útil.
que o processo de avaliação do resultado escolar dos alunos seja realmente útil e inclusivo, é imprescindível uma cultura que elimine:
- o vínculo a um resultado previamente determinado pelo professor;
- o estabelecimento de parâmetros (provas, teste, etc.) com os quais as respostas dos alunos são sempre comparadas entre si, como se o ato de aprender não fosse individual;
- a avaliação como caráter de controle, adaptação e seleção;
- a busca pela homogeneidade inexistente que gera a exclusão;
a eleição de um determinado ritmo como ideal para a construção da aprendizagem de todos os alunos.
Numa escola onde a avaliação ainda se define pela presença das características acima certamente não haverá lugar para a aceitação da diversidade como inerente ao ser humano e da aprendizagem como processo individual de construção do conhecimento.
A única diferença que há entre as pessoas ditas normais e as pessoas com deficiências está nos recursos de acessibilidade que devem ser colocados à disposição  dos alunos com deficiências para que possam aprender e expressar adequadamente suas aprendizagens, através de portfólios, atividades com letra ampliada, digitalizadas em Braille, os interpretes e recursos da tecnologia assistiva, enfim, tudo aquilo que é necessário para suprir necessidades impostas pelas deficiências, sejam elas auditivas, visuais, físicas ou mentais.
Neste contexto, a avaliação escolar de alunos com deficiência ou não, deve ser verdadeiramente inclusiva e ter a finalidade de verificar continuamente o conhecimento que cada aluno possui, no seu tempo, por seus caminhos, com seus recursos e que leva em conta uma ferramenta muito pouco explorada que é a co-aprendizagem.(indicando o modo como ele aprende).
Entender a verdadeira finalidade da avaliação escolar só será possível quando tivermos professores dispostos a aceitar novos desafios, capazes de identificar nos erros pistas que os instiguem a repensar seu planejamento e as atividades desenvolvidas em sala de aula e que considerem seus alunos como parceiros, principalmente aqueles que não se deixam encaixar no modelo de escola que induz o conhecimento à identificação de respostas previamente definidas como certas ou erradas.
Por isso, quando apenas avaliamos o produto e desconsideramos o processo vivido pelos alunos para chegar ao resultado final realizamos um corte totalmente artificial no processo de aprendizagem.
Podemos avaliar:
 Por reprodução: quando com muita freqüência, utilizamos provas que geralmente medem respostas memorizadas e comportamentos automatizados.

·         Por produção quando optamos por avaliar aquilo que o aluno é capaz de produzir, a observação, a atenção às repostas que o aluno dá às atividades que estão sendo trabalhadas, a analise das tarefas que ele é capaz de realizar fazem parte das alternativas pedagógicas utilizadas para avaliar.
OBS: Um dos recursos que poderá auxiliar o professor a organizar a produção dos seus alunos e por isso avaliar com eficiência é utilizar um portfólio.
No caso dos alunos com deficiências, os portfólios podem facilitar a tomada de decisão sobre quais os recursos de acessibilidade que deverão ser oferecidos e qual o grau de sucesso que está sendo obtido com o seu uso.
Esta maneira de avaliar permite que o professor acompanhe o processo de aprendizagem de seus alunos e descubra que cada aluno tem o seu método próprio de construir conhecimentos, o que torna absurdo um método de ensinar único e uma prova como recurso para avaliar como se houvesse homogeneidade de aprendizagem.
Nessa perspectiva, entendemos que é possível avaliar, de forma adequada e útil, alunos com deficiências. Mas, se analisarmos com atenção, tudo o que o que se diz da avaliação do aluno com deficiência, na verdade serve para avaliar qualquer aluno, porque a principal exigência da inclusão escolar é que a escola seja de qualidade – para todos!
Fonte: Assistiva • Tecnologia e Educação © 2010 www.assistiva.