Psicopedagogia

Psicopedagogia

terça-feira, 3 de maio de 2016

BENEFÍCIOS DA ESCOLA INCLUSIVA


Segundo um trecho da famosa Declaração de Salamanca,







“os jovens com necessidades educacionais especiais devem receber ajuda para fazer uma eficaz transição da escola para a vida adulta produtiva. As escolas devem ajudá-los a se tornarem economicamente ativos e prover-lhes as habilidades necessárias no dia-a-dia, oferecendo treinamento em habilidades que respondam às demandas sociais e de comunicação e às expectativas da vida adulta. (…) Estas atividades devem ser executadas com a participação ativa de conselheiros profissionais, agências de colocação, sindicatos, autoridades locais e diferentes serviços e entidades interessadas”.

 

 

 

 

CARACTERÍSTICAS E BENEFÍCIOS DA ESCOLA INCLUSIVA


Como já dito, não basta simplesmente colocar um aluno com algum tipo de deficiência em uma classe normal e pronto: está feita a inclusão! É preciso que a Escola Inclusiva passe por adaptações de grande porte (de responsabilidade exclusivas dos órgãos federais, estaduais e municipais) e de pequeno porte, cabendo aos professores especializarem para saber como transmitir ensinamentos para esses alunos especiais. Assim, as principais características das Escolas Inclusivas precisam ser:
1 – um direcionamento para a munidade: na escola inclusiva o processo educativo é entendido como um processo social, em que todas as crianças com de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm direito à escolarização a mais próxima possível do normal. O alvo a ser alcançado é a inclusão da criança com deficiência na comunidade;
2 – vanguarda: uma escola inclusiva é uma escola líder em relação às demais. Ela se apresenta como a vanguarda de processo educacional. Seu objetivo maior é fazer com que a escola atue por meio de todos seus escalões para possibilitar a integração das crianças que dela fazer parte;
3 – altos padrões: há em relação às escolas inclusivas altas expectativas do desempenho por parte de todas as crianças envolvidas. O objetivo é fazer com que as crianças atinjam seu potencial máximo. O processo deverá ser dosado de acordo com as necessidades de cada criança;
4 – colaboração e cooperação: há um privilegiamento das relações sociais entre os participantes da escola, tendo em vista a criação de uma rede de autoajuda;
5 – mudança de papéis e responsabilidades: a escola inclusiva muda os papéis tradicionais dos professores e da equipe técnica da escola. Os professores se tornam mais próximos dos alunos quando percebem suas maiores dificuldades. O suporte ao professor de classe comum é essencial para o bom andamento do processo de ensino-aprendizagem;
6 – estabelecimento de uma infra-estrutura de serviços: gradativamente a escola inclusiva irá criando uma rede de suporte para separação das suas maiores dificuldades. A escola inclusiva é uma escola integrada à sua comunidade;
7 – parceria com os pais: os pais são parceiros essenciais no processo de inclusão de criança na escola;
8 – ambientes educacionais flexíveis: os ambientes educacionais têm de visar ao processo de ensino-aprendizagem do aluno;
9 – estratégias baseadas em pesquisas: as modificações na escola deverão ser introduzidas a partir das discussões com a equipe técnica, os alunos, pais e professores;
10 – estabelecimento de novas formas de avaliação: os critérios antigos deverão ser mudados para atender às necessidades dos alunos portadores de deficiência;
11 – acesso: o acesso físico à escola deverá ser facilitado aos indivíduos portadores de deficiência;
12 – continuidade no desenvolvimento profissional da equipe técnica: os participantes da escola inclusiva deverão procurar dar continuidade aos seus estudos, aprofundando-os.

BENEFÍCIOS
Quais os benefícios da educação inclusiva para todos os estudantes, segundo o Programa da ONU em Deficiências Severas, publicado em 1994:
Para os estudantes com deficiência:
Ø Desenvolvem a apreciação pela diversidade individual;
Ø Adquirem experiência direta com a variação natural das capacidades humanas;
Ø Demonstram crescente responsabilidade e melhorada aprendizagem através do ensino entre os alunos;
Ø Estão melhor preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada através da educação em salas de aula diversificadas:
Ø Frequentemente experimentam apoio acadêmico adicional da parte do pessoal da educação especial;
Ø Podem participar como aprendizes sob condições instrucionais diversificadas (aprendizado cooperativo, uso de tecnologia baseada em centros de aprendizagem, etc.)
Para os estudantes sem deficiência:
Ø Têm acesso a uma gama mais ampla de modelos de papel social, atividades de aprendizagem e redes sociais;
Ø Desenvolvem, em escala crescente, o conforto, a confiança e a compreensão da diversidade individual deles e de outras pessoas;
Ø Demonstram crescente responsabilidade e crescente aprendizagem através do ensino entre os alunos;
Ø Estão melhor preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada através da educação em salas de aula diversificadas;
Ø Recebem apoio instrucional adicional da parte do pessoal da educação comum;
Ø Beneficiam-se da aprendizagem sob condições instrucionais diversificadas.
Não podemos esquecer também que, na vida de qualquer ser humano, sua formação escolar é a preparação para uma vida profissional. E para quem tem uma deficiência também não é diferente. A escola inclusiva tem muito a colaborar com o futuro desses alunos.

Segundo um trecho da famosa Declaração de Salamanca,
“os jovens com necessidades educacionais especiais devem receber ajuda para fazer uma eficaz transição da escola para a vida adulta produtiva. As escolas devem ajudá-los a se tornarem economicamente ativos e prover-lhes as habilidades necessárias no dia-a-dia, oferecendo treinamento em habilidades que respondam às demandas sociais e de comunicação e às expectativas da vida adulta. (…) Estas atividades devem ser executadas com a participação ativa de conselheiros profissionais, agências de colocação, sindicatos, autoridades locais e diferentes serviços e entidades interessadas”.

CRIANDO A HÁBITO DE PESQUISAR


Nessas quatro aulas eu me foquei em passar os conceitos básicos da Educação Inclusiva. O professor, educador, pedagogo, enfim, deve ser um eterno estudioso, ler muito, buscar cursos de formação ou aperfeiçoamento. Assim como qualquer outro profissional, antigamente, fazia-se quatro aos de uma faculdade e, em cima desses quatro anos, construía-se toda uma carreira até aposentar-se. Mas hoje, com um mundo tão dinâmico e  em constante transformações, precisamos estar sempre descobrindo e aprendendo mais.
E com a Educação Inclusiva não tem como ser diferente. De tudo que lhe passei até aqui, este é o PRINCIPAL CONCEITO que quero deixar e irei até destacar:

O professor precisa criar e manter o hábito de pesquisar!


Detalhando… Quando você receber alunos inclusivos, primeiro o acolha em sua sala e comece a conviver com ele, criando laços, descobrindo um ao outro, professor e aluno, o que já é uma pesquisa de campo. Paralelamente, vá ler sobre a deficiência e reais necessidades daquele aluno, procurar orientações de práticas pedagógicas para se trabalhar com ele e toda a turma. Possibilidades são muitas. E hoje as informações nunca estiveram tão disponíveis como antes. E de graça. Além das publicações que devem ter na biblioteca de sua escola, basta você entrar no Google que você achará muito material seguro, no Youtube há milhares de vídeos sobre Educação Inclusiva, práticas pedagógicas inclusivas, casos específicos, por exemplo.
Sabe, eu sempre tive a pesquisa como principal atividade para direcionar toda a minha carreira. E vou lhe mostrar um caso prático.
Recentemente, fiz um levantamento com 94 professores de todas as regiões do Brasil para que eu saiba o que se necessita em termos práticos em Educação Inclusiva e como eu posso criar ações para ajudá-los. Aliás, diga-se de passagem que este curso já é um fruto dessa pesquisa!
Este foi o resultado da primeira questão:
pesquisa
Agora, pegando os dois pontos principais, vou destacar algumas resposta e em seguida mostrar o que estou realizando e planejando a partir delas:
– Lidar e planejar ações pedagógicas inclusivas
  • A visão de educação inclusiva ou de sociedade inclusiva ainda está longe de ser consensual. Visões diferentes e experiências de vida profissional disparem, levam a que seja difícil o planeamento e o relacionamento na equipe.
  • As ações pedagógicas inclusivas são de grande importância para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de um planejamento crucial, não só para educação, como para a vida social da pessoa com deficiência, ações que ainda esbarram com a não aceitação do novo, não só culturalmente, mas enraizado na sociedade, o conceito do incapaz, mas que precisa ser incluído, afinal contribui para economia do país. E como pessoa de direito, com suas limitações sim mas que no seu ritmo aprende como os outros.
  • Com as salas numerosas (35 alunos) muitas vezes me sento impotente por não poder dar a atenção ao PNE, não é a dificuldade de lidar com o aluno e sim a falta de possibilidade de realizar uma proposta inclusiva eficiente.
  • Concretizar ações realmente inclusivas que envolvam todos
  • Desafio em planejar aulas flexibilizadas com metodologias diversificadas.
  • Deparei-me com uma criança surda e, como recém-formada não sabia como encontrar material para passar o assunto àquela criança. Foi desafiador por que eu me propus a procurar uma maneira de inseri-lo nas aulas e com as demais crianças. Fui atrás de fazer cursos de libras e procurei atendê-lo assim como os demais, foi gratificante vê-lo inserido, ao mesmo tempo percebi que precisa buscar, que poderiam vir outros.
  • Na formação de professores deveriam ter mais matérias com esse tema.

– Entrosamento em equipe quando o assunto é Educação Inclusiva
  • Acredito que o maior desafio para a Educação, de um modo geral, é o entrosamento em equipe; pois o termo “deficiência” é relativo a algo “estático, negativo e inferior”. E ainda está muito impregnado, principalmente, numa sociedade capitalista. Porém, para que haja inclusão é preciso haver uma mentalidade inclusiva, pois inclusão refere-se à mudança, movimento, ou seja, Educação Inclusiva é um processo complexo que necessita de reformas educacionais e que conta, ainda, com uma equipe muito pequena.
  • Busco muito aprender muito sobre o assunto, mas entre os próprios professores existe uma barreira, os que têm conhecimento não quer passar a frente.
  • Devido à dificuldade que temos em que professores de turmas que tenham alunos de NEE, pois os mesmos costumam dizer que não tem conhecimento destas situações e que é muito difícil manter/atender estes educandos em turmas ditas “normais”.
  • É muito complicado lidar com todos os profissionais, cada um na sua singularidade e visão crítica, sobre um assunto tão amplo, envolvendo escola, comunidade e sociedade.
  • Há ainda muitas dificuldades nas escolas em relação à inclusão e também falta de responsabilidade por parte dos professores que tem alunos incluídos e por outro lado a equipe diretiva e pedagógica das escolas não fazem uma cobrança.
  • Infelizmente alguns profissionais possuem os discursos prontos que não darão conta, que é difícil, criando uma barreira que é bem complicado quebrar.

Por ser a minha primeira formação em jornalismo, nos anos 1990, fiz algumas especializações em Comunicação Social na Universidade de São Paulo/USP, defendendo que o melhor caminho para a reabilitação e qualidade de vida para as pessoas com deficiência era a produção e veiculação cada vez maior de informações claras e objetivas. Com o tempo levei e comecei a praticar esse conceito de produzir conteúdos na área da Educação Inclusiva.
Com isto, a questão “Lidar e planejar ações pedagógicas inclusivas”, inspirou-me na criação do  


CENTRO DE APOIO AOS PROFESSORES COM ALUNOS INCLUSIVOS – C .A.P.A.I., com mais de 90 textos curtos redigidos em uma linguagem fácil e didática, com dicas práticas, vídeos de apoio, livros e materiais para download, palestras, documentários, perguntas e respostas e cursos grátis.
Com relação à segunda questão, “Entrosamento em equipe quando o assunto é Educação Inclusiva”, confesso que não encontrei nada sobre o assunto. Então iniciei uma nova linha de pesquisa e começarei a escrever uma série de artigos sobre isto que em breve estarão no C.A.P.AI. Assim como estes tópicos e serão novas unidades no site:
  • O QUE É PEDAGOGIA DIFERENCIADA
  • AVALIAÇÕES DE ALUNOS INCLUSIVOS
  • A LEI DA COMPENSAÇÃO DE VYGOTSKY

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS

ALUNOS INCLUSIVOS

2592015171047“Deficiência, na origem, significa ‘presença da falta’, isto é, ausência de alguma condição ou capacidade que deveria ou poderia estar presente em alguém. Como nenhum e nenhuma de nós é possuidor de todas as condições e capacidades, cada pessoa tem deficiências e, portanto, ninguém é ‘feito por completo’ (sentido etimológico da palavra perfeito).” (Mario Sergio Cortella)


TRABALHANDO COM ALUNOS INCLUSIVOS

professoremiliofigueira.com.b

 

No Centro de Apoio Aos Professores com Alunos Inclusivos – C.A.P.A.I., tenho reunido muito material e dicas práticas e pedagógicas para se trabalhar com cada tipo de aluno com deficiências diversas.
Aqui, por uma questão de espaço, vou lhe passar algumas resumidas em práticas pedagógicas. Não podemos esquecer que cada aluno é único. Nem sempre o que funciona para um funcionará para o outro. Por isso, continuo defendendo que o melhor caminho sempre será as pesquisas individuais, caso a caso – o que falarei na Aula 4.
ALUNO COM FALTA DE CONCENTRAÇÃO E CONSERVAÇÃO DAS INFORMAÇÕES
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Primeiro, descubra o que desperta a atenção do aluno e só então proponha atividades. Uma sugestão é a brincadeira de espião. Em dupla, cada integrante observará bem a outra pessoa. Os dois se viram de costas e fazem uma mudança no visual. Depois, um de frente para o outro, tentam descobrir o que mudou. Trabalhe com música. Tocar violão, por exemplo, estimula a concentração e desenvolve a memória.
ALUNO COM AUTISMO
Autistica
Concentre-se no contato visual. Olhe nos olhos do aluno, fale de forma serena e objetiva (assim, as falas são mais bem compreendidas). Nem sempre o autista assimila frases como “Não faça isso!”. Em cada atividade, portanto, mostre-lhe o que fazer, dando funcionalidade às ações.
ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN
down31Respeite o ritmo do aluno sem impor nada e não o trate de forma infantil, mas sempre correspondente a sua idade cronológica. Use fotos de familiares para estimular a fala e a memória visual. Uma boa dica: peça para o aluno contar histórias ou abordar aspectos da vida  familiar. Estimule a prática de esportes, como a natação, que refinam a condição motora do estudante.

ALUNOS COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DA ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE – HDAH
tdah-4-646Estabeleça e organize rotinas de trabalho para inibir a dispersão. Se for preciso, reveja o método de ensino para torná-lo criativo. Escolha trabalhos curtos, realizando uma tarefa por vez. Não peça a esse aluno, por exemplo, que copie da lousa um texto extenso. Desse modo, você conserva o foco de atenção dele.
ALUNOS COM TRANSTORNOS EMOCIONAIS
imagesProporcione um ambiente educativo agradável. Solidarize-se e conserve com o estudante e ensine-o a lidar com as perdas, pois elas são naturais. Desenvolva-se aluno habilidades para superar desafios e perseverança na conclusão de tarefas. É importante impor limites.

ALUNOS COM DISLEXIA
sindrome-de-aspergerMostre a semelhança e a diferença entre as letras. Exemplo, a letra B tem a “barriga” voltada para a direita e a “perna” para cima. Evite o excesso de conteúdo para que o aluno tenha melhor compreensão do que é ensinado. Trabalhe com histórias em quadrinhos e peça que ele faça associações entre as ilustrações e o texto, criando alternativas e mudanças na história ou nas imagens.
ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL (dinsfunção motora)
luizaIncentive a prática de atividades físicas. Elas ajudam desenvolver a coordenação motora, a orientação espacial e o equilíbrio. Outra dica é o uso de música para aumentar a capacidade de atenção e memorização. Uma dica: a cada toque de determinado instrumento musical, os alunos brincam com um objeto ou fazem um movimento – ao som do tambor, por exemplo, as crianças mexem as mãos. Utilize materiais pedagógicos sensoriais, como letras escritas em pedaços de papel ou em madeira para que a pessoa forme palavras.
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
download (1)Posicione o aluno na primeira fileira, de preferência, à sua frente. Quando realizar atividade, faça-as em turma para intensificar o vínculo de inclusão. Fale de frente para o estudante para que ele possa ler seus lábios. Diga aos colegas de sala para que façam o mesmo.
DEFICIÊNCIA VISUAL
josi_copiaOriente, explicando a ele a posição do mobiliário e evite mudar os objetos de lugares. Incentive-o a aprender BRAILLE. Ofereça materiais concretos para ajudá-lo a aumentar seu conhecimento. Isso inclui conceitos linguísticos, matemáticos, geográficos. O Instituto Benjamin Constant (www.ibc.gov.br) desenvolve materiais com texturas diferentes para que o aluno possa “ver” utilizando o tato.


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS


Eu planejei escrever várias coisas referente ao tema avaliação. Mas encontrei no youtuibe este vídeo que nos mostra a prática da avaliação tanto pelo lado teórico, como ela sendo realizada na prática. vou compartilhá-lo com você e depois escrever algumas coisas:

Em Educação inclusiva, o aluno precisa passar pela modalidade de avaliação formativa (processual), caracterizada, principalmente, por ser:
  • a) Integral: abrangendo todas as áreas de desenvolvimento – socioafetiva, psicomotora e cognitiva.
  • b) Interativa: comprometendo nesse processo, além do professor, demais educadores e membros da escola, os próprios alunos e seus familiares.
  • c) Contínua: realizada em diferentes momentos e através de diversos procedimentos.
  • d) Acumulativa: os principais conteúdos (conceitos, fatos, procedimentos, valores e atitudes) trabalhados em cada etapa serão aprofundados e reavaliados nas etapas seguintes.
  • e) Diferenciada: definiremos metas de aprendizagem adaptadas e/ou instrumentos/intervenções diferenciados, para avaliarmos, de maneira justa, o desempenho dos alunos que, por fatores diversos, estejam com dificuldade de superar os desafios propostos ao seu grupo-classe.

ADAPTAÇÕES CURRICULARES

“A Educação Inclusiva é uma flor que nasce entre rochas. Ela precisa ser alimentada com conhecimento, com teorias, com treinamentos. Mas principalmente com amor!!!”

 

ADAPTAÇÕES CURRICULARES

 http://professoremiliofigueira.com.br


É preciso a realizações de adaptações curriculares no nível individual incorporem, ao máximo, as importantes vivências coletivas propostas à classe e escola como um todo.
Seguindo os princípios (documentos/legislação) orientadores para uma escola de qualidade para todos, a escola INCLUSIVA, o aspecto das “Adaptações Curriculares” coloca-se como fundamental.
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Adaptações Curriculares serão ajustes ou modificações que deverão ocorrer nos objetivos, conteúdos, critérios de avaliação, temporalidade ou nas atividades de ensino-aprendizagem, para atender à diversidade de alunos que apresentam necessidades educacionais especiais.
A adaptações que serão realizadas de forma espontânea  e rotineira, no âmbito da sala de aula sob a responsabilidade do professor, dentro de atividades comuns à sala e no, no âmbito mais amplo do aspecto acadêmico da escola.
Acesse aqui o Referencial Sobre Avaliação da Aprendizagem de Alunos Com Necessidades Educacionais Especiais

MODALIDADES DE APOIO

Em Educação Inclusiva há três modalidades de apoio aos professores:
A) Acompanhante Pedagógica É uma professora auxiliar de sala em tempo permanente, com o olhar mais específico para um ou dois determinado(s) aluno(s) com necessidades educacionais especiais. Ela deverá estar apropriada do planejamento geral da classe, para poder fazer as devidas adaptações no mesmo, facilitando a execução por parte dos referidos alunos, das propostas da rotina da sala e, principalmente, deverá auxiliar ao professor da turma nos aspectos da gestão da sala de aula de que ela mais necessite e na avaliação e redirecionamento das propostas futuras, dirigidas aos alunos em questão.
B) Professor Itinerante Este profissional tem a função de auxiliar o aluno com necessidades educacionais especiais, na sua própria sala de aula, a realizar as atividades que lhe são propostas, com melhor compreensão, facilitando, também, o seu entrosamento com seus pares, na produção de algo conjunto. O professor itinerante atua em mais de uma sala de aula, colaborando com a professora no atendimento diferenciado a determinado(s) aluno(s).

C) Sala de Recursos É um serviço criado para auxiliar aos professores de sala no atendimento diferenciado aos alunos com necessidades educacionais especiais, no próprio horário de trabalho, visando assegurar-lhes uma orientação mais individualizada, minimizando, assim, as suas dificuldades de aprendizado. Os alunos que participam desse serviço são encaminhados por seus professores à Sala de Recursos, em horários combinados entre eles e o educador que irá atendê-los. O atendimento geralmente é feito em duplas e as atividades que lá se realizam são construídas pelo(s) próprio(s) professor(es) da classe, podendo ser adaptadas pela educadora responsável por esse serviço.

PRECISAMOS DE NOS AUTOAVALIARMOS

Nesta parte serei mais um psicólogo do que um educador. Mais do que explicar os caminhos para a promoção de uma boa Educação Inclusiva, quero propôs agora várias autorreflexões:
Estas perguntas abaixo retirei de um artigo intitulado “Inclusão – A nova perspectiva da educação”, da professora Irene Guimarães Coelho Magalhães,  publicado no Informativo Unicead (Montes Claros, abril de 2014, ano II, número 2).
Responda estas perguntas a si mesmo. Ou proponhas à sua equipe. Para o professor desenvolver boas práticas inclusivas deve se fazer estes questionamentos:
  • O processo das aulas responde à diversidade do alunado?
    As aulas são preparadas para o trabalho na diversidade?
  • Atividades de cópia mecânica são evitadas?
  • As aulas são acessíveis a todos estudantes?
  • Os materiais curriculares contemplam os diferentes contextos e culturas dos alunos?
  • A linguagem usada em sala de aula é acessível a todos?
  • As aulas contribuem para maior compreensão das diferenças?
  • Os alunos são estimulados a ouvir opiniões diferentes?
  • O currículo estimula o entendimento das diferenças de cultura, deficiência, religiões, etc?
  • Os alunos são ativos no seu processo de aprendizagem?
  • Os alunos são estimulados a dirigir sua própria aprendizagem?
  • Os alunos são estimulados a ajudar os colegas?
  • A avaliação estimula o êxito de todos os alunos?
  • Há oportunidades de, em equipe, avaliar o trabalho realizado?
  • Os resultados das avaliações servem para introduzir mudanças?
  • A disciplina em sala de aula inspira-se no respeito mútuo?
  • Os alunos são consultados sobre como podem melhorar sua atenção para aprender?
  • As normas de comportamento são explícitas?
  • Os professores planejam, revisam e ensinam em colaboração?
  • Os professores compartilham do planejamento dos trabalhos na escola e nos de casa?
  • Os professores mudam suas práticas a partir das sugestões recebidas?
  • Os professores preocupam-se em apoiar a aprendizagem e participação de todos os alunos?
  • Eles reconhecem a importância de tratar a todos os alunos com equidade?
  • Os professores procuram desenvolver nos alunos a independência e a autonomia?
  • Os profissionais de apoio preocupam-se com a participação de todos?
  • Existe uma descrição clara acerca das funções e tarefas do pessoal de apoio?
  • Os deveres de casa contribuem para a aprendizagem de todos?
  • Os deveres tem sempre um objetivo pedagógico claro?
  • Estão relacionados com as atividades da escola?
  • Todos os alunos participam de atividades complementares e extra escolares?
  • São todos estimulados a participarem de diferentes atividades?
  • As visitas escolares são acessíveis para todos?

    DOCUMENTÁRIO “1981 – O INÍCIO DA MINHA HISTÓRIA INCLUSIVA”


    Qual a diferença que um professor pode fazer na vida de um aluno com deficiência que está sendo incluído?
    Para muitos pode parecer apenas mais um aluno em sala de aula em processo de aprendizagem. Mas dependendo do carinho e dedicação desse professor, ele poderá estimular e lançar esse aluno para uma vida de possibilidades!
    Ao produzir o documentário “1981 – O Início Da Minha História Inclusiva”, tendo a minha própria caminhada como foco central, eu quis mostrar justamente isto. O quanto foi importante para mim o fato de um professor ter me incluído em um grupo escolar normal, abrindo-me caminhos por meio dos estudos, possibilitando-me a atingir o que sou hoje.
    Dono de muitas histórias para contar, Mário Flávio Berthola Ramos Nogueira, o Professor Maroca, lecionou durante 33 em escolas estaduais paulistas.  Nos anos 1970 e 1980, quando a palavra inclusão ainda nem se quer era cogitada, Maroca promoveu dois bem-sucedidos casos de inclusão escolar. E um deles foi o meu!

    Só que por motivos técnicos, o primeiro caso não entrou na edição do documentário.  Mas com muita satisfação, vou descrevê-lo:
    Nos anos 1970, o professor Maroca morava vizinho a um casal de padeiros que tinha um filho com os dois pés virados para dentro e não conseguia andar. Naquela época isso já era suficiente para uma criança não ter o direito de frequentar uma escola normal. O professor ficou incomodado, questionando-se: “Como pode, esse menino já é quase um rapazinho e vai crescer analfabeto? Como ele vai arrumar um serviço quando adulto?”
    O Maroca pediu autorização aos pais e começou a levar o menino no colo para a escola. Teve que enfrentar a diretoria que não queria um aluno com deficiência. Assumiu toda a responsabilidade por ele, o carregava para o banheiro e recreios. Depois o levava de volta para sua casa. O garoto teve um satisfatório desempenho pedagógico. O professor Maroca tinha um fusca na época e, às vezes, passeavam juntos pela cidade, ensinando ao garoto muitas outras coisas.
    O estudante terminou a primeira série e fez a segunda também com o professor Maroca. À partir da terceira, o garoto foi para outra classe com outra professora e o seu próprio irmão passou a levá-lo à escola. Mas por complicações de saúde, o jovem veio a falecer no meio do ano. E, durante a entrevista, com a certeza que fez a coisa certa, o professor Maroca me disse: “Pelo menos, ele faleceu bem alfabetizado e sabendo fazer qualquer conta!”
    Por esses dois exemplos, posso dizer com toda na segurança que o melhor caminho que um professor pode ter para promover a Educação Inclusiva sempre será o caminho do coração!

QUAL A DIFERENÇA?

http://professoremiliofigueira.com.br/wp-content/uploads/2015/10/image.jpghttp://professoremiliofigueira.com.br/index.php/aula-1-educacao-inclusiva-mais-que-um-conceito/



Historicamente, pessoas com deficiência ficaram por muito tempo escondidas do convívio social até que, algumas décadas atrás, nasceu o conceito de integração social. Surgiram, por exemplo, entidades, clubes sociais especiais, associações desportivas e centros de reabilitação dedicados a elas. A intenção principal da integração social era preparar essas pessoas para ingressarem e conviverem em sociedade como todos nós.
Nos anos 1990, um novo conceito ganhou forças: a inclusão escolar e social. Antes, essas pessoas eram habilitadas ou reabilitadas para fazer todas as coisas que as demais por meio da integração social e passavam a conviver conosco em sociedade. Agora, na inclusão escolar e social, as iniciativas são nossas. Somos nós que estamos nos preparando, criando caminhos e permitindo que elas venham conviver conosco.
Por ste motivo, cada vez mais vemos crianças e pessoas com deficiência em nossas escolas, nos espaços de lazeres e em todos os lugares da vida diária. Devemos estar preparados para essa convivência, aceitando as diferenças e a individualidade de cada pessoa, uma vez que o conceito de inclusão mantém este lema: Todas as pessoas têm o mesmo valor.
A) Educação Inclusiva no âmbito das Legislações:
Como resultado da Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais, realizada entre 7 e 10 de junho de 1994, na cidade espanhola de Salamanca, a Declaração de Salamanca trata de princípios, políticas e práticas na área da Educação Inclusiva, proclamando:
  • toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem,
  • toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas,
  • sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades,
    aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades,
  • escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos; além disso, tais escolas provêm uma educação efetiva à maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo da eficácia de todo o sistema educacional.
Na introdução, a Declaração aborda os Direitos humanos e a Declaração Mundial sobre a Educação para Todos e aponta os princípios de uma educação especial e uma pedagogia centrada na criança. Em seguida apresenta propostas, direções e recomendações da Estrutura de Ação em Educação Especial, um novo pensar em educação especial, com orientações para ações em nível nacional e em níveis regionais e internacionais.
Pode-se dizer que o conjunto de recomendações e propostas da Declaração de Salamanca, é guiado pelos seguintes princípios:
Independente das diferenças individuais, a educação é direito de todos;

Toda criança que possui dificuldade de aprendizagem pode ser considerada com necessidades educativas especiais;

A escola deve adaptar–se às especificidades dos alunos, e não os alunos as especificidades da escola.

O ensino deve ser diversificado e realizado num espaço comum a todas as crianças.

A Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais foi promovida pelo governo espanhol em colaboração com a Unesco. A Declaração de Salamanca repercutiu de forma significativa, sendo incorporada as políticas educacionais brasileiras.
Em termos de Brasil, o conceito de Educação Para Todos, estabelecido pela Constituição Federal do Brasil, foi reafirmado pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-LDBEN, Lei n. 9.394/96, que destina a capítulo V à Educação Especial. O art. 58 da LDBEN define que a educação dos alunos com necessidades educacionais especiais deve ser realizada, preferencialmente, na rede regular de ensino.
B) Educação Inclusiva no âmbito pedagógico
A proposta pedagógica na Educação Inclusiva tem como referencial teórico o Socioconstrutivismo, cujo pressuposto básico é que o processo de ensino-aprendizagem concretiza-se em situações de interação entre o aluno, educadores e colegas e os diversos objetos de conhecimento, assegurando-se, assim, a construção de significados, a partir do estabelecimento de relações entre o que eles estão aprendendo de novo e o que já conhecem (conhecimentos prévios).
A construção desse conhecimento é concebida por nós numa perspectiva sócio-histórica, porque reconhecemos que os conteúdos que a escola veicula (fatos, conceitos, princípios, valores, normas, atitudes e procedimentos) são criações culturais anteriores e/ou simultâneas ao processo escolar e potencializadas por ele.

ESTAMOS INDO ALÉM DOS CONCEITOS?





quinta-feira, 29 de outubro de 2015

APROVAR OU REPROVAR ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS/COM DEFICIÊNCIA?



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Há um equívoco entre os Professores de que se o aluno apresentar Laudo informando a deficiência o mesmo deverá ser aprovado, pois a criança estaria amparada pelo mesmo.
É preciso ficar claro que o Laudo informa uma condição da criança e não a habilita a passar de ano. Da mesma forma que um Professor não medicará ninguém, e nem prescreverá tratamentos, o médico, por sua vez, não tem preparo para avaliar e responder pela aprendizagem da criança, portanto qualquer laudo emitido pelo mesmo ou qualquer outro profissional da área da Saúde com este objetivo não tem efeito.
Cabe ao Professor de posse de Laudos, juntamente com outros registros, tais como:  avaliações, sondagens, entrevistas e  observações, traçar trabalho pedagógico condizente com as necessidades do aluno e então verificar se o mesmo está apto ou não a ser aprovado.

FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
O aluno com deficiência seguirá o mesmo currículo que os demais alunos ? Nem sempre !
Caberá ao Professor elaborar a flexibilização de currículo adequando-o as possibilidades daquele aluno , bem como a seleção dos melhores métodos, estratégias, técnicas de ensino.
Já no que refere-se as adequações de mobiliário, de ambiente, recursos educativos e Equipe de Apoio, caberá ao Gestor da Escola fazer as devidas modificações e/ou ajustes, contemplando no Projeto Político Pedagógico, como este trabalho será desenvolvido, monitorado e mensurado.
Mas o que é flexibilização de Currículo para os alunos que apresentam deficiência ? Não se trata de tirar conteúdos a serem trabalhados ou de reduzí-los pura e simplesmente, e sim de adequá-los,   com pequenos ajustes por meio de estratégias de ensino e procedimentos diferenciados, bem como instrumentos avaliativos diversificados.


ADEQUAÇÕES CURRICULARES:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
 Já para os alunos que apresentam um nível mais severo de comprometimento cognitivo , de comunicação e/ou de interação social, os conteúdos deverão ser alterados e/ou ampliados, de modo que  estejam contextualizados ao nível cognitivo do aluno, ou seja, adequado ao seu nível de entendimento, a sua realidade social  e proposto com níveis de desafio tal, que possibilite que o aluno caminhe por este currículo e atinja as metas traçadas para ELE, previamente pelo Professor.
As adequações podem ser relativas aos Objetivos, aos Conteúdos, na Organização Didática, nas Metodologias de Ensino e nos procedimentos de Avaliação.
Lembre-se de uma coisa muito importante: as metas traçadas para a SÉRIE é uma coisa, e as metas traçadas para o ALUNO alcançar durante o ano letivo diferem totalmente.  Isso fará toda a diferença entre ser aprovado ou reprovado.

SERVIÇO DE APOIO ESPECIALIZADO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
É necessário que no contra turno o aluno realize atendimento com profissionais especializados, e que a Escola também possa contar com Especialistas que orientem e deem suporte ao trabalho que o Professor estiver desenvolvendo.
Este serviço não exime a família de providenciar tratamento, terapias, caso necessário, fora da unidade escolar.

PROFESSORES CAPACITADOS:http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.gazetadopovo.com.br/ra/grande/Pub/GP/p3/2012/09/13/Educacao/Imagens/aluno_escola_ilustra_120912.jpg&imgrefurl=http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/pr-tera-sistema-proprio-de-avaliacao-educacional-a-partir-deste-ano-01ydihyw6eetg15ughpojm7ny&h=716&w=960&tbnid=MfiWb_t1kiLPwM:&docid=c7gwAMUP6dtubM&ei=4BkyVuniIoTGet_egoAG&tbm=isch&ved=0CAUQMygCMAI4yAFqFQoTCOnS69rf58gCFQSjHgodX68AYA&biw=1366&bih=617
Não basta matricular os alunos com deficiência em uma sala de aula, sem que o Professor que conduzirá o trabalho não for preparado, capacitado, orientado a planejar e desenvolver o trabalho em questão.
Os Professores relatam que sentem-se frustrados e sozinhos, pois são cobrados como sendo os únicos que devem fazer algo a respeito. Geralmente o Gestor não oferece o apoio que o Professor precisa, e nem disponibiliza capacitações para melhor instrumentalizá-los a trabalhar com esses alunos.
Incluir é uma tarefa da Escola como um todo, no seu Projeto Político Pedagógico, nas suas adequações físicas e de mobiliário, na aquisição de recursos materiais, no oferecimento de Equipe de Especialistas, na criação de novas metodologias que atendam esses alunos, na seleção de instrumentos de avaliação, no estabelecimento de critérios de aprovação/reprovação,  bem como na capacitação do Professor que trabalhará diretamente com esses alunos.
A Lei só poderá ser cumprida na sua integralidade , e a Inclusão realmente praticada, se todos os elementos que a viabilizem  estiverem sendo contemplados.

AVALIAÇÃO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
A avaliação de um aluno com deficiência deve partir das metas anteriormente traçadas para que ELE atinja. Lembre-se, o Currículo foi Flexibilizado e Adequado para ele com metas específicas . Assim a Avaliação mais justa que deverá ser feita é a Processual.
Os instrumentos para esta avaliação seriam: Observação com base nos objetivos que foram traçados para o aluno, portfólios, análise da produção escolar, registros do professor em diferentes momentos da prática pedagógica e quaisquer outros instrumentos que possibilitem  a verificação qualitativa dos  progressos alcançados pelo aluno.
O Professor também deverá considerar todos os avanços alcançados durante este percurso no que refere-se aos: aspectos do desenvolvimento  (biológico, emocional, comunicação, etc), motivação, capacidade de atenção, novas estratégias que o aluno desenvolveu para solucionar e/ou superar determinados desafios.

APROVAÇÃO E REPROVAÇÃO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Se a avaliação é processual, ou seja, do percurso, então é correto afirmar que para cada etapa deste percurso o aluno terá um tempo e  ritmo próprio, o qual não se enquadrará nos tempos pré-definidos, os quais chamamos de Bimestres e Séries.
Assim é totalmente possível que no final do ano letivo o aluno tenha  atingido as metas de apenas uma parte dos objetivos propostos para Ele, e que portanto deverá dar continuidade na sua caminhada para alcançar o restante. Isso poderá  ser feito tanto na atual série onde se encontra, quanto na próxima série, porque ele sempre caminhará em relação a Ele próprio e nunca em relação a série onde está matriculado.
Quando adotamos esta perspectiva, as metas do Aluno, constatamos que, mesmo que seja auferida nota para mensurar esses progressos, esta nota refletirá a qualidade dos resultados alcançados e nunca a quantidade de conteúdos trabalhados.
 Caso este aluno esteja em um modelo de progressão continuada o mesmo caminhará de uma série para outra conforme determinado neste modelo educativo.
Para os alunos que são aprovados baseados na aferição de notas, então deve ser levado em consideração tudo o que já foi dito até o momento. Portanto, é possível sim que um aluno com deficiência, caso não tenha atingido as metas estipuladas para Ele.
O fato é que qualitativamente falando o aluno sempre progredirá e atingirá alguma meta, no entanto, se a Escola  adotar o método quantitativo para avaliá-lo então o mesmo poderá ser reprovado. Mesmo assim esta reprovação deverá ser analisada profundamente e sejam pesados todos os dados, pois acima de tudo é necessário que haja o bom senso da escola, dos profissionais envolvidos bem como o consenso dos pais.

TERMINALIDADE ESPECÍFICA:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Determina a Lei que o aluno, independente dos objetivos atingidos e/ou da série cursada  e esgotados todos os recursos para o seu avanço, deverá receber a Certificação de Terminalidade Específica.
A idade mínima para conceder tal Certificação é de 16 anos, e a idade máxima é de 21 anos, e deverá ser concedida somente após  a apresentação de Relatórios detalhados do desenvolvimento acadêmico do aluno em questão ao longo de toda sua trajetória na Escola, bem como apresentadas as justificativas para a emissão da Terminalidade Específica.


CONCLUINDO:Resultado de imagem para IMAGEM DE AVALIAÇÃO
Como você observou, a questão é complexa e profunda como tudo o que se refere à aprendizagem e à inclusão.
Cada Escola, conforme suas possibilidades se organizará para contemplar a inclusão de cada aluno, levando em consideração as suas particularidades e necessidades, e então traçará modelos de desenvolvimento do trabalho pedagógico e de avaliação que sejam justos com esse aluno, respeitando-o em suas habilidades e necessidades.
E na sua Escola como este trabalho é desenvolvido? Sua Escola está com você nesta questão, ou você está sozinha ? Relate no Blog.


LEGISLAÇÃO:
 Legislação Ed.Especial
LDB 9394/96 – CAPITULO EDUCAÇÃO ESPECIAL
Portaria Conjunta CENP/COGSP/ CEI, de 6-7-2009
Dispõe sobre a Terminalidade Escolar Específica de alunos com necessidades educacionais especiais na área da deficiência mental, das escolas da rede estadual de ensino e dá providências correlatas.